O Instituto Anjos Digitais (IAD) participou da SINPETE 2026, realizada de 26 a 30 de outubro, em Maceió (AL), com atividades voltadas à formação audiovisual e à inclusão digital. Entre os destaques da programação estiveram a oficina “Do celular para o mundo: fotografia, vídeo e conteúdo digital” e a apresentação do artigo científico “Terreiros Digitais, metodologia ANJOS e terreiro Ileasesohokwe”, que compartilhou resultados de uma iniciativa desenvolvida junto à comunidade de Pai Wagner.
Ministrada por Avaristo Martins, instrutor de audiovisual, e Luciana Salvatore, diretora de audiovisual do IAD e documentarista premiada, a oficina apresentou técnicas de fotografia e produção de vídeos utilizando o celular. Os participantes tiveram contato com planos de enquadramento, regra dos terços, iluminação e sonorização, por meio de explicações e exemplos práticos.
“Trouxemos aquilo que é aplicado dentro do audiovisual, com conceitos e exemplos práticos para instigar o olhar e a sensibilidade dos alunos. Acredito que cumprimos a missão”, avaliou Avaristo.

Luciana também comemorou a participação dos estudantes: “O celular é uma ferramenta poderosa. E essa ferramenta associada aos conhecimentos técnicos vai fazer toda a diferença na vida deles”. A estudante Marcelle de Oliveira aprovou a experiência e afirmou que pretende utilizar as técnicas aprendidas.

Outro destaque foi a apresentação do artigo sobre o projeto Terreiros Digitais, conduzida pela CEO do IAD, Rossana Moura, e pela pesquisadora Aline Maia. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), nasceu das demandas da comunidade de Pai Wagner, a partir de um trabalho de escuta e mapeamento das necessidades do território.
“Esse projeto nasceu da necessidade da comunidade de Pai Wagner. Agradecemos aos parceiros, especialmente à Ufal, pela realização desse trabalho que ainda vai crescer muito. Nós fomos ao território, mapeamos as necessidades e agora colhemos os frutos”, destacou Rossana.

Os resultados também foram ressaltados por Pai Wagner, que apontou as transformações proporcionadas pelas atividades de formação. “Pudemos perceber que capacitamos bastante pessoas. Muitos agora querem voltar a estudar e fazer faculdade. Ano que vem temos vários que querem dar continuidade nos estudos. É uma transformação que a gente vê no dia a dia”, afirmou.

A vice-reitora da Ufal, Eliane Cavalcanti, classificou a iniciativa como exitosa e defendeu a continuidade da parceria: “Essa parceria tem que continuar porque ela permite levar a universidade até os territórios e mudar a vida das pessoas”.
A participação do Instituto Anjos Digitais na SINPETE 2026 demonstrou como a articulação entre educação, tecnologia, universidade e comunidades pode ampliar oportunidades, estimular o protagonismo e promover transformações sociais.

