A Justiça Eleitoral decidiu, na última segunda-feira (8), que a ex-prefeita de Maribondo, Leopoldina Maria de Oliveira Amorim, e os candidatos derrotados Jorge Antônio Amorim Marques Luz (Jorjão) e Claudivan Florentino de Almeida estão inelegíveis por oito anos a partir do pleito de 2024. A sentença foi proferida pelo juiz eleitoral Vinícius Augusto de Souza Araújo, da 48ª Zona Eleitoral, em Boca da Mata (AL), ao julgar procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
A ação, movida pela coligação “O Avanço é Agora” (PDT/MDB/PSB), encabeçada pelo atual prefeito Bruno Teixeira, acusou a ex-gestora e seus aliados de abuso de poder político e prática de condutas vedadas. Segundo a decisão, houve contratações de servidores em áreas como saúde e educação durante o período proibido pela legislação eleitoral, favorecendo politicamente o grupo de Leopoldina.
O juiz destacou que as admissões ocorreram dentro do prazo vedado, sem justificativas de urgência, e levantou ainda suspeita de retroação de datas contratuais, com base em depoimentos de testemunhas que afirmaram ter começado a trabalhar semanas após a data registrada oficialmente.
Resposta de Leopoldina Amorim
Em nota, a ex-prefeita Leopoldina Amorim contestou a decisão e afirmou que o processo ainda não transitou em julgado, não havendo, portanto, nenhuma decisão definitiva que a torne inelegível.
“Não há inelegibilidade contra mim. Estou em total regularidade e sigo confiante, de cabeça erguida, com amor no coração e ao lado do povo de Maribondo. Qualquer informação contrária é apenas tentativa de distorcer a verdade”, declarou.
Ela também ressaltou que encerrou seu mandato com 90% de aprovação popular, o que, segundo ela, é prova da confiança da população em sua gestão. “Meu compromisso sempre foi e sempre será com as pessoas. O que realmente importa é o sentimento do povo: o olhar de gratidão, o sorriso, a diferença que conseguimos fazer na vida de cada um. É nisso que está a verdade e é isso que me fortalece”, disse.
Leopoldina reforçou que segue atuante na vida pública e que não há impedimento legal para sua participação política, destacando que continuará sua caminhada “com transparência, coragem e dedicação a Maribondo”.

