A Câmara Municipal de Maceió viveu, na manhã desta segunda-feira (6), um momento de fé, emoção e reconhecimento. O arcebispo metropolitano, Dom Carlos Alberto Breis Pereira — conhecido carinhosamente como Dom Beto — recebeu o Título de Cidadão Honorário de Maceió, em uma Sessão Solene presidida pelo vereador Leonardo Dias (PL).
A cerimônia reuniu autoridades políticas, religiosas e lideranças da Arquidiocese, que celebraram a trajetória do arcebispo e sua dedicação aos mais pobres e necessitados. Nascido em Santa Catarina, Dom Beto mora em Maceió há quase dois anos e, desde abril de 2024, está à frente da Arquidiocese, sucedendo Dom Antônio Muniz, que se afastou por motivos de saúde.
Autor da proposta, o vereador Leonardo Dias destacou o compromisso pastoral e a sensibilidade social de Dom Beto.
“Esta homenagem é mais do que um ato formal. É o reconhecimento de algo que já se consolidou no coração do povo. Maceió acolheu Dom Beto como um pai espiritual, um pastor dedicado, um amigo e um guia firme que nos conduz com amor, misericórdia e senso de justiça”, afirmou Leonardo Dias.

Emocionado, o arcebispo agradeceu a honraria e afirmou que o título representa o reconhecimento do trabalho coletivo da Igreja.
“Não me vejo com tantos méritos para receber esse título, que é antes de tudo um privilégio da Igreja viva e atuante nestas terras de Alagoas. A arquidiocese, com todo o povo de Deus, é quem merece esse reconhecimento”, declarou.
Durante o discurso, Dom Beto também expressou solidariedade às famílias afetadas pelo drama socioambiental causado pela Braskem, cobrando das autoridades públicas sensibilidade e compromisso com os atingidos.
O título foi concedido por aprovação unânime dos vereadores e, para o novo cidadão maceioense, o gesto reforça os laços de fé e de pertencimento com a capital alagoana.
“Não amamos uma cidade apenas por seus espaços físicos, mas pelas pessoas que nela vivem. Amamos Maceió porque nela vive quem amamos e nos cativa. É assim que trago esta cidade no lado esquerdo do peito, dentro do coração. Peço aos homens públicos que não se esqueçam dos pobres, dos vulneráveis e dos sedentos de justiça. A política é a mais sublime forma de caridade, como já nos ensinava o Papa Pio XI”, concluiu o arcebispo.

