O Governo de Alagoas publicou nesta sexta-feira (19), no Diário Oficial do Estado, o edital do concurso público da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com a oferta de 3.546 vagas para provimento de cargos e formação de cadastro de reserva na área da saúde. O certame será organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).
As oportunidades contemplam os cargos de Especialista em Saúde, destinado a profissionais com formação superior, e Assistente em Saúde, voltado para trabalhadores de nível técnico.
Para o cargo de Especialista em Saúde, a remuneração prevista é de R$ 5.757,15 para jornada de 40 horas semanais. Já para Assistente em Saúde, o salário é de R$ 2.050,55, com carga horária de 30 horas semanais.
Entre as áreas contempladas estão Biologia, Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, além das funções técnicas em Enfermagem, Laboratório e Radiologia.
Apesar da oferta expressiva de vagas, o edital provocou reação do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), que questiona a ausência de cargos destinados aos profissionais da medicina.
Para a presidente do Sinmed/AL, Silvia Melo, não é possível estruturar um concurso público para a saúde estadual sem contemplar médicos, especialmente diante do atual cenário de contratação de profissionais por vínculos precários.
“É inadmissível pensar em um concurso para a saúde pública de Alagoas sem incluir os médicos. A medicina é uma das áreas essenciais para o funcionamento dos hospitais, e deixar esses profissionais de fora desse edital não faz sentido diante da realidade que estamos vivendo”, afirmou Silvia Melo.
Segundo o sindicato, diversos hospitais da rede estadual funcionam atualmente com grande número de contratos precarizados na área médica, sem vínculo trabalhista efetivo. A entidade cita unidades como os novos hospitais regionais em Porto Calvo, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia, além do Hospital Geral do Estado (HGE), o Hospital Metropolitano, em Maceió, e os hospitais vinculados à Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), incluindo a Maternidade Escola Santa Mônica, o Hospital Helvio Auto e o Hospital Escola Portugal Ramalho.
De acordo com Silvia Melo, a situação exige uma providência imediata do Governo de Alagoas. O Sinmed/AL informou que irá acionar o Ministério Público Estadual para solicitar a inclusão de vagas para médicos no concurso.
“Vamos buscar o Ministério Público de Alagoas para que essa situação seja analisada e para que o edital seja retificado, garantindo a participação dos médicos. A saúde pública precisa de profissionais com vínculo efetivo, e não pode continuar dependendo de contratos fragilizados para manter seus serviços funcionando”, destacou a presidente do Sinmed/AL.

