A presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Silvia Melo, denunciou mais uma grave dificuldade enfrentada pela Maternidade Escola Santa Mônica. Segundo a médica, o único aparelho de ultrassonografia da unidade está quebrado desde o dia 7 de maio, comprometendo diretamente o atendimento de gestantes de alto risco.

De acordo com a presidente, o principal problema é a quebra do transdutor responsável pela realização do doppler obstétrico, exame considerado fundamental no acompanhamento de gestações de alto risco, especialmente em pacientes hipertensas.

“O doppler obstétrico é essencial para acompanharmos o melhor momento de interrupção da gestação. Sem esse exame, a maternidade coloca em risco a vida de bebês prematuros”, alertou.

A situação se agrava ainda mais porque a reveladora do aparelho de raio-X da maternidade também está quebrada desde o final do mês de março, segundo Silvia Melo. O equipamento é indispensável para exames realizados na UTI Neonatal e na UTI Materna da instituição.

Ainda conforme a presidente, diversas instâncias superiores já foram notificadas sobre os problemas, mas até o momento nenhuma solução concreta foi apresentada. Órgãos como Ministério Público, Secretaria de Saúde Alagoas e Governo do Estado já foram acionados, mas não nenhuma resposta concreta foi dada.

“A demora na compra de outro aparelho por meio de licitação é inaceitável. Como os profissionais médicos da maternidade seguem prestando assistência adequada sem esses dois aparelhos essenciais para gestação de alto risco e prematuros?”, questionou.

A Santa Mônica é localizada no bairro do Poço, em Maceió e gerida pelo Estado de Alagoas por meio da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A Unidade é referência no atendimento materno-infantil em Alagoas. Os problemas trazem preocupação entre profissionais da saúde sobre os impactos diretos na assistência às pacientes e aos recém-nascidos em situação delicada.