Na última quarta-feira (3), um vídeo gravado por uma paciente dentro da Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió, expôs mais uma vez a situação de superlotação enfrentada pela unidade. As imagens foram encaminhadas à produção do Jornal da Francês, apresentado pelo jornalista Abidias Martins, e mostram corredores lotados, macas ocupadas por pacientes recebendo medicação e soro, além de atendimentos sendo realizados em áreas de circulação de trabalhadores, acompanhantes e demais usuários da maternidade.
Durante a exibição do vídeo, Abidias Martins cobrou providências da direção da Maternidade Santa Mônica, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), responsável pela gestão da unidade, e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
“É inadmissível que mulheres, muitas delas em situações delicadas, continuem sendo atendidas nos corredores de uma maternidade de referência. Essa é uma realidade que se repete e que exige respostas urgentes das autoridades responsáveis. Estamos falando de dignidade, respeito e segurança para pacientes e profissionais de saúde”, afirmou o jornalista durante o programa.
Veja a denúncia na minutagem a partir de 03:44.
Outros problemas
A nova denúncia ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pela maternidade. No último dia 27 de maio, o Jornal do Abidias publicou reportagem baseada em denúncia apresentada pela presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Silvia Melo, alertando para a indisponibilidade de equipamentos considerados importantes para o atendimento de gestantes e recém-nascidos.
Segundo a dirigente sindical, a maternidade estava enfrentando dificuldades devido à quebra do equipamento de ultrassonografia utilizado em exames de doppler obstétrico e também de um equipamento ligado à realização de exames de raio-X, situação que, segundo ela, comprometia a assistência prestada na unidade.
De acordo com Silvia Melo, órgãos como o Ministério Público, a Secretaria de Estado da Saúde e o Governo de Alagoas já haviam sido comunicados sobre os problemas, mas, até aquele momento, não havia solução efetiva para os casos denunciados.
O Jornal do Abidias aguarda posicionamento da direção da Maternidade Escola Santa Mônica, da Uncisal e da Secretaria de Estado da Saúde sobre a situação de superlotação registrada nas imagens e sobre as medidas adotadas para solucionar os problemas enfrentados pela unidade.

