A cantora e compositora Dayse Amancio lança o single “Covardia”, um projeto que nasce com um propósito claro: usar a música como instrumento de conscientização, denúncia e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. Diferente de outros trabalhos de sua carreira, o lançamento não tem finalidade comercial. Trata-se de um posicionamento artístico e social que busca dar voz a mulheres silenciadas pela violência.
A canção foi inspirada na história real de Mônica, assassinada pelo próprio companheiro. Antes de morrer, ela gravou um vídeo relatando as agressões psicológicas e físicas que sofria e deixou um alerta para que outras mulheres não se calassem. A partir dessa dor, Dayse transformou o sofrimento em música, ampliando o alcance da mensagem para além de um caso isolado. Histórias como a de Taynara reforçaram ainda mais a urgência de transformar a arte em denúncia coletiva.
“Covardia” passa a integrar definitivamente o repertório dos shows da artista, não apenas como uma apresentação musical, mas como um alerta, um posicionamento público e um gesto de apoio às mulheres que vivem ou já viveram situações de violência. A música se propõe a provocar reflexão, incentivar denúncias e fortalecer a luta por políticas públicas mais eficazes e leis mais severas.
Dayse Amâncio tem uma trajetória consolidada na música brasileira. Começou a compor aos 7 anos de idade, ainda criança, transformando sentimentos, vivências e dores em canções. Ao longo dos anos, construiu uma carreira respeitada como compositora, com músicas gravadas por artistas em todo o Brasil. É autora de canções dos filhos de Mano Walter e possui trabalhos gravados por nomes como Tuca Martins, Edson Lima, Wally Badalado, Glauber e Glauco, Emerson e Glaudson, entre outros.
Mesmo com esse histórico, a artista destaca que “Covardia” ocupa um lugar diferente em sua caminhada.
“Esse single não nasceu apenas da inspiração musical, nasceu da necessidade de falar, de alertar e de dar voz. ‘Covardia’ representa um posicionamento, uma responsabilidade e um grito coletivo contra a violência que tantas mulheres ainda sofrem. Mais do que uma música, esse lançamento é um chamado para combater, prevenir e suplicar por leis mais severas”, afirma.
O lançamento também dialoga diretamente com a realidade social. Somente ao final de 2025, os números reforçam a importância da canção: em Alagoas, já são 4.531 casos de violações contra mulheres, segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O Samu registrou 215 atendimentos por violência doméstica contra mulheres entre janeiro e novembro, nas centrais de Maceió e Arapiraca. Em âmbito nacional, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar em 2025, e o país ultrapassou a marca de 1.000 feminicídios, evidenciando a urgência de ações de conscientização e denúncia.
Nesse contexto, “Covardia” se consolida como mais do que um single: é um grito coletivo, um recado direto à sociedade e um convite para que o silêncio seja rompido. Como resume a artista, “essa música não é apenas uma canção, é um recado”.
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